
Será possível, um velho coração, maltratado e cheio de cicatrizes, vencer o medo e a insegurança, e bater vivo novamente?
Será que os olhos cansados e sem cor devem se abrir para enxergar esse novo raio de luz que os ilumina?
Será que como aventureiro que sempre fui, devo me jogar de cabeça no desconhecido, sem pensar duas vezes nas consequências?
...Ou devo ser cauteloso? Como quem pisa em cacos de vidro recém quebrados, com todas as pontas vivas, esperando um pequeno descuido para logo se cobrirem com meu sangue... sangue de um ferimento por eles causados.
Dúvida, medo, insegurança...
Tem sido comum pensar nisso... tem sido comum sentir isso...
Do outro lado do muro formado por esses sentimentos, a felicidade e a dor brincam de roleta russa com meu destino...
Será que a sorte está favorável hoje?
...ou novamente darei um tiro em meu próprio peito? Para mais uma cicatriz adquirir e mais medo me consumir.
Arriscarei minhas fichas, tudo o que tenho, valerá a pena...
Sinto bons ventos, e, talvez, a sorte esteja ao meu favor dessa vez.