sábado, 17 de dezembro de 2011

Pequenas Coisas


Às vezes paro pra pensar, o quão o mundo está triste e cinza. As coisas estão tão automáticas, tão impessoais, é triste ver para onde estamos caminhando.
Raras são as amizades verdadeiras, aquelas leais que duram a vida toda. O amor então, nem se fala, as antigas historias de amor não se repetem, e, a cada dia, o “eu te amo” vai perdendo mais e mais o seu valor, ate que um dia se torne algo tão corriqueiro quanto um “oi”.
As pessoas estão escravizadas pelo trabalho, pelo automatismo da vida, são totalmente dependentes de novas tendências, e por isso acabam esquecendo o que a vida tem de mais bonito a apresentar. As coisas mais simples que acontecem no dia podem conter as mais lindas poesias que são simplesmente esquecidas e desconsideradas. Ninguém da atenção à beleza e força de uma pequena flor que tenta crescer no meio da imensidão de concreto que a cerca. O canto de alguns pássaros que destoa das buzinas e motores dos animais mecanizados construídos pelo homem. Ninguém vê a beleza dos raios de sol e das nuvens que formam uma obra de arte no céu, que acaba sendo escondido por grandiosos arranha-céus.
A busca pela felicidade é constante, porém, os erros nessa busca também. Tudo ficaria mais fácil, se entendessem cada linda poesia quem cada pequeno e simples momento nos passa.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Deixará Saudades, MECB


É, se passaram três anos. Três anos que tiveram o tamanho de uma vida inteira, com todos os altos e baixos que nunca imaginaríamos sentir se não estivéssemos nesse lugar. Maldito, bendito, inferno, varias denominações para esse tal CEFET.

Alem de tudo que aprendemos, de certo e errado (mais errado do que certo, diga-se de passagem) esse lugar nos fez crescer, transformou aqueles pequenos e infantis calouros, em homens e mulheres prontos pra seguirem seu caminho na vida. Caminhos que talvez alguns de nos tracemos juntos, ou talvez, todos separados.

Ah! Lembro como se fosse hoje, no dia da matricula, o rapaz me falando a minha sala “coitado, caiu na maldição de MECB!...” Maldição? Se as maldições fossem tão boas igual a essa, a vida poderia ser cheia delas!

Nessa “maldita” sala, foi que os momentos mais divertidos desses 3 anos aconteceram, os mais tensos também. Mas afinal, a vida não é um mar de rosas né?

Hoje, mais do que nunca, posso falar que sentirei falta de cada um de vocês, e torço para que não nos separemos!

É com lagrimas nos olhos que digo que MECÂNICA B 2009-2011 vai ta marcada a ferro e fogo na minha alma e, espero que no futuro no lugar de lagrimas, estejam sorrisos e abraços de nossos reencontros.

Marcus (Cabeça) MECB 2009-2011

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Não é Fácil


Não é fácil esquecer aquela pessoa que te marcou tanto...
não é fácil simplesmente passar uma borracha nas lembranças... nos sorrisos e brincadeiras e fazer de conta q nada daquilo existiu...
Não é fácil sufocar um coração que grita e chora...
não é fácil acalentar a dor e a solidão...
Nada fica fácil quando a lembrança é viva e quente na sua cabeça... de quando confiante e cego por um sentimento, seu coração se entregou e foi por alguns momentos feliz... e agora... não mais...
Agora, tudo que um dia era colorido, traz dor... o lindo azul das flores se tornou turvo e sem vida, flores que mesmo sem espinhos, machucam com uma voracidade imensa... que mesmo disfarçada por sorrisos, vem a tona como um tornado e arrasa com tudo em seu caminho...
A primeira lagrima que desce de meus olhos vem carregada, com tudo que esta sufocando, alivia momentaneamente, mas não é a solução. Fios soltos fazem com que o ciclo se torne continuo... cada vez mais sufocado... cada vez desesperado por uma cura...

domingo, 30 de outubro de 2011

Cicatrizes

Talvez chegue a hora em que você tenha que dar férias ao coração, deixar ele de molho na água com sal para acelerar a cicatrização dos novos cortes conquistados com mais uma navalhada que a vida te dá. O tempo já nao é suficiente para fechar os cortes e junto com minha mente e lembranças, criam ilusões que machucam mais ainda e te jogam em um abismo triste e sem luz, onde fantasmas do passado te assombram, te fazem chorar...

A dor e a saudade de bons momentos é tao grande, o gosto salgado das lagrimas é intenso...

Tão intenso quanto o sangue que escorre pelo peito... O coração se cansa, talvez não agüente mais um corte, mais uma nova cicatriz... As antigas ainda doem como se estivessem abertas, doem o suficiente para traumatizá-lo...

Faz frio e não existe lua nem estrelas, sigo buscando uma luz para me tirar daqui...


...mas será que devo confiar nela quando aparecer?

terça-feira, 11 de outubro de 2011


"Descompletando" o incompleto e tornando mais escuro o que nunca recebeu luz... buscando na imensidão, um pequeno lugar de calmaria que me caiba para descansar...
A espuma do mar me leva ate a terra firme, me tentando a acreditar que ficarei por la durante muito tempo, e quando sinto o gosto de terra firme, ela me puxa de volta me jogando novamente no inquieto e solitário mar... Nem mesmo a Lua ou as estrelas me fazem companhia, elas se escondem, se tornam invisíveis à esses olhos enevoados e tristes. Jornada solitária, sem rumo e sem luz... nem mesmo uma bussola para me mostrar a direção que devo seguir... mas talvez... mesmo com a bussola, não saberia aonde ir... Que eu evapore e que o vento sem direção me carregue a um lugar em que meu coração descanse...

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Será Possível?


Será possível, um velho coração, maltratado e cheio de cicatrizes, vencer o medo e a insegurança, e bater vivo novamente?
Será que os olhos cansados e sem cor devem se abrir para enxergar esse novo raio de luz que os ilumina?
Será que como aventureiro que sempre fui, devo me jogar de cabeça no desconhecido, sem pensar duas vezes nas consequências?
...Ou devo ser cauteloso? Como quem pisa em cacos de vidro recém quebrados, com todas as pontas vivas, esperando um pequeno descuido para logo se cobrirem com meu sangue... sangue de um ferimento por eles causados.
Dúvida, medo, insegurança...
Tem sido comum pensar nisso... tem sido comum sentir isso...
Do outro lado do muro formado por esses sentimentos, a felicidade e a dor brincam de roleta russa com meu destino...
Será que a sorte está favorável hoje?
...ou novamente darei um tiro em meu próprio peito? Para mais uma cicatriz adquirir e mais medo me consumir.
Arriscarei minhas fichas, tudo o que tenho, valerá a pena...
Sinto bons ventos, e, talvez, a sorte esteja ao meu favor dessa vez.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Vazio


Deparo-me com um vazio sem explicação, seus motivos e razões são desconhecidos, assim como sua cura.
Sinto falta de ser feliz como a muito tempo eu já não sou, isso me deixa incompleto, e assim vago por entre bosques sem luz buscando o invisível motivo pra ser feliz por entre as escuras sobras de arvores que se tornam cada vez mais assustadoras, tomando forma dos monstros que me assustavam na infância.
Um grito... de onde poderia ter vindo?
A voz é familiar...
Esse grito vem de dentro de mim, um coração angustiado e assustado, tentando respirar no meio de tantos apertos, tantos medos, tanta solidão...
Terei forças e coragem para continuar nessa densa floresta, buscando o que é impossível de se encontrar no escuro? Ou me entregarei ao medo como um covarde, deixando o medo me controlar, me paralisando e desse modo me fazendo uma presa fácil para os lobos que rodam essa região?
A esperança é minha unica arma e companheira nessa momento... depositarei toda minha confiança nela...

quarta-feira, 29 de junho de 2011

E assim... Renasci... (Parte Final)


Um mês se passa, e cada vez fico mais próximo de Estela, passeios à cavalo, visitas à rios e cachoeiras, colheita de frutas no bosque, tem sido temas de nossas tardes ensolaradas. Somos muito próximos e a cada dia os galanteios ficam mais evidentes e Estela a cada dia mais receptiva à eles.
Era julho, e o verão nas terras gaulesas nunca foi tao bonito, Estela me dizendo isso, fez um contive para que fossemos a um roseiral que ficava nos arredores da cidade. Aceitei o convite, montamos em nossos cavalos e fomos até lá.
O campo de rosas estava lindo, muito florido, rosas brancas e vermelhas alegravam os olhos com suas belezas estonteantes. Andamos pelos campos, colhendo rosas. Sentamos em baixo de uma amoreira para fazermos um lanche e descansar. Comemos e ficamos conversando, até que o assunto cessou e ficamos em silêncio, apenas nos observando, assim foi por alguns segundos, até que o silêncio foi cortado por um beijo. Um beijo assustado e receoso de ambas as partes, mas muito doce e inocente. Depois do beijo, novamente silencio até a hora que nos levantamos para irmos embora. Montamos em nossos cavalos e seguimos no caminho de volta para a vila.
Era noite, e mal víamos a trilha, mas não podíamos passar a noite fora, pois os pais de Estela ficariam preocupados.
Ouvimos um barulho estranho, senti uma pancada na cabeça e antes de desmaiar, ouvi um grito de Estela. Acordei amarrado em uma árvore no meio de um acampamento estranho, eram bárbaros, e haviam nos atacado. Procurei por algum sinal de Estela, não a encontrei, vi apenas Pandora amarrada junto a Sombra em uma árvore. Fiquei desesperado, até que vi Estela fugindo de um bárbaro. Tentei me soltar para ajudá-la, mas foi em vão, vi Estela sendo pega pelo bárbaro, que sem nenhum pesar, atravessou a lamina de sua faca em seu pescoço, deixando seu corpo sem vida cair no chão. Desesperei-me em prantos, ao ver que fui incapaz de protege-la, era uma dor que nunca havia sentido, estava perdido em pensamentos sombrios e meu espirito estava dilacerado. Pedi, implorei para que me matassem também. Meu pedido foi aceito e quando a mesma faca que cortou o pescoço de Estela atingiu meu peito, tudo ficou claro, e não enxerguei mais nada, apenas uma luz branca.
Quando a luz branca se apagou, me vi deitado em uma cama de uma enfermaria, levantei desesperado, olhei meu peito que havia sido ferido, mas não havia marca algum, perguntei por Estela para uma das enfermeiras, ela não sabia de nada. Contei a elas o que aconteceu, elas descordaram, dizendo que eu estava na enfermaria a uma semana, em coma, devido à uma queda de cavalo.
Seria isso possível? Ter vivido todo esse tempo em sonhos e fantasias? Será que tudo foi apenas minha mente pregando peças? Ou talvez seja porque todo esse amor que sentia, estava dentro de mim, escondido, esperando para ser descoberto, para me dar vontade e alegria para continuar vivo. É o que acredito, e desse jeito... Renasci

domingo, 29 de maio de 2011

Nada é como parece...



Sigo buscando, na neblina de incertezas do futuro, algo que me tire o ar e me faça sentir vontade de continuar...
Sorrisos honestos a muito não acontecem, e com os falsos, tento enganar os outros e a mim mesmo, falando que tudo está bem... que é apenas stress...
NÃO ESTÁ...
A alma nunca esteve tão conturbada, os pensamentos turvos e confusos não me guiam a nenhuma solução, apenas me apavoram e me entristecem e desanimam...
O coração, jogado às traças, abandonado e sem vida, bate apenas para manter esse corpo vivo e se movimentando, sem outra motivação, sem algo a se inspirar... sem alegria.
Tudo é cinza e chuvoso, e a esperança de que algo melhore não é aparente.
Tenho medo...

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Eu quero...



Em certas ocasiões paro, e me pergunto: o que espero do futuro? O que eu quero?É Simples...
Quero a chance de ser feliz...
Quero ter meus amigos comigo...
Quero momentos divertidos com mil gargalhadas...
Quero tristes que aflorem os sentimentos...
Quero um grande amor que me tire o ar...
Quero me entregar a esse sentimento sem arrependimento...
Quero ser eu mesmo...
e não precisar mudar para agradar quem está em minha volta..
Quero ser livre para pensar e agir da minha maneira...
Quero descobrir novas maneiras de ver o mundo...
Quero novas cores e novos sons...
Quero a simplicidade de uma tarde de inverno...
Quero o esplêndido cinza das nuvens de um dia nublado...
Quero o frio aconchegante de junho e o calor excitante de janeiro...
Quero a brisa fria da montanha... que congela os ossos...
Quero o calor da areia fofa de uma praia ensolarada...
Quero o doce, o azedo, o salgado e o amargo...
Quero sentir dor... pois isso mostra o quanto somos fracos...
e o quanto precisamos crescer...
Quero crescer e me tornar forte...
mas quero continuar a ser humano e ter medo...
Quero... espero... desejo... anseio... Busco...

sábado, 23 de abril de 2011

Como um certo Homem de Lata...


As vezes paro para pensar "Será que tudo seria mais fácil se não tivéssemos um coração?" de fato, haveria menos sofrimento, menos angustias, menos medos... porém, o mundo seria um lugar muito pior, sem alegria, sem amor e sem cores...
Um grande amigo uma vez me disse que "o que é fácil não tem graça", concordo plenamente com ele, mas é que às vezes, a vida acha que somos um dos três patetas e tenta colocar muita graça e acaba dificultando demais as coisas. Mas, pensando bem nisso, dá pra perceber que é exatamente isso que nos faz sentir que estamos vivos, que somos de carne e osso. Devemos sempre aproveitar de todas as emoções que a vida proporciona... ame...sofra... chore... grite... faça o que seu coração mandar, tudo é aproveitado para vida, como uma lição, um aprendizado... e se não for, com certeza te rendera boas gargalhadas quando a tempestade passar.
Assim como o Homem de Lata que sonhava em ter um coração na obra "O Mágico de Oz", busque nas suas emoções um sentido para ser vivo, aflore seus sentimentos e não esconda nada, nenhuma dor, nenhuma angustia, nenhuma felicidade, nenhum amor... absolutamente nada... isso te mostrara o porque das coisas acontecerem e será mais fácil de encarar os problemas que virão.
Aproveite sua vida e aproveite seu coração... aproveite seus sentimentos...

terça-feira, 12 de abril de 2011

Aguente firme...


E me senti sozinho, um sentimento estranho, uma falta de uma coisa que você não sabe o que é, vazio dentro do peito...
O sono não vem, a vontade de gritar e correr de tudo isso é tão grande, tão tentadora, mas não cedo a ela, não me rendo e permaneço lá, estático e triste. Lágrimas teimam em cair de meus olhos, algumas conseguem e toda aquela fortaleza que se apresentava, desaparece, a "casca protetora" vira pó e um coração frágil se torna visível e vulnerável.
No silêncio e na solidão da noite, quando não temos a lua para iluminar o caminho, ou as estrelas para nos guiar em nossa jornada pela escuridão é que vemos o quanto somos fracos, o quanto estamos a mercê dos perigos. Como crianças que se perdem dos pais com medo do bicho papão ou da cuca, choramos, nos desesperamos, até que alguém venha e nos mostre que aquelas formas macabras na noite são apenas sombras de nossos brinquedos e que tudo não passa de nossa imaginação e que, tudo ficará bem se encararmos o desconhecido como algo que possa trazer coisas boas e esquecermos o medo de coisas que estão no passado e que jamais voltarão. E crendo nisso, espero que meu coração fique em paz e que toda essa angustia acabe, sem deixar que ela acabe com meu coração antes...

Aguente firme...

Aos meus Irmãos Musicais


Passar o dia ansioso, preparando-se para o grande momento, mãos tremem e a cabeça à mil. Confere-se milhões e milhões de vezes os equipamentos para que tudo saia como planejado.
O relógio aponta que o momento está próximo, o corpo fica gelado e completamente tenso, sua mente é tomada de um vazio imenso. Antes de subir no palco, a preparação, um alongamento, uma ultima oração e seu corpo já não responde ao cérebro, tudo passa tão devagar que parece um filme em câmera lenta...
Uma reunião em circulo, palavras de estimulo, assim como soldados marchando pra guerra, vamos para cima daquele palco dar o nosso melhor. Piso no palco, vejo as pessoas, tudo gira e treme. Uma mistura de medo e excitação tomam conta de mim. O show começa. o som da bateria é o sinal... "vamos destruir essa porra!", alguém grita e como crianças nos divertimos com nossos brinquedos, amigos e brincadeira preferida... a música. O show acaba, a sensação de dever cumprido é tão intensa quanto o suor que escorre de nosso corpo, o olhar do publico é gratificante e depois de toda essa agitação, quanto tudo fica calmo, você pensa..."deu tudo certo..." e voltamos para nossas casas felizes e animados para novos momentos como esse.

Obrigado aos meus irmãos da Madara Bankai por esses momentos *--*

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Todas as Coisas Que Odeio...


E pela primeira vez, senti medo da incerteza do futuro. Fecho os olhos e não consigo imaginar algo concreto, todo são sombras, vultos e imagens desfiguradas. No meio dessa confusão de idéias, vejo meu objetivo brilhando, mas sendo escondido por esses monstros de sombras.
Quero chegar até ele, quero realizar esse sonho, meu maior desejo. Luto contra a coisa que mais odeio, as incertezas, o medo e a insegurança, elas me cercam e tentam me derrotar, me fazer desistir. Não vou ceder, não desistirei da luta, nada vai me fazer abaixar minha espada e me entregar à essas sombras.
Uma força maior me move, me aquece e me motiva, e o brilho forte e intenso de meu objetivo me guia a seu encontro. Resta-me lutar e esperar por novos ventos.

Angustia...

quinta-feira, 17 de março de 2011

A Troca de Olhares (Parte 3)


No primeiro dia de minha estadia na pensão procurei saber algumas informações sobre a jovem moça do cavalo branco. Observei sua rotina, vi que ela era como uma auxiliar para sua mãe nos afazeres domésticos do estabelecimento, reparei em todos os pequenos detalhes de seu cotidiano, o que a fazia sorrir, o que a desagradava, pude perceber que ela sempre ostentava em seus cabelos um lírio que era colhido no jardim da pensão. Era uma moça muito recatada e tímida, porem possuia um carisma muito forte, era cordial e educada com todos, simpatia e delicadeza em pessoa.
Alguns dias se passaram, e continuei a observa-la de longe, não conseguia uma aproximação , algo que pudesse iniciar um assunto, apenas alguns olhares cruzados, mas logo desviados pela vergonha da moça.
Em uma certa manhã, resolvi passar um tempo com Sombra, que estava sozinho desde minha chegada à cidade. Sentei-me ao lado de Sombra, que estava preso junto ao jardim e pus-me a conversar com meu companheiro. Alguns minutos depois que me sentei, ouvi um relincho que não vinha de Sombra, olhei para o lado, e lá estava a jovem camponesa montando sua égua Pandora. Novamente me senti paralisado, como da primeira vez que havia avistado-a, porém dessa vez, a moça não usava um lírio nos cabelos como de costume. Percebi que o canteiro com lírios estava muito perto de mim, e o mais rápido que pude e me aproximei dela para trocar algumas palavras.
Chamei sua atenção com um cordial Bom dia, e com a educação de uma ladie, ela respondeu e perguntou sobre minha estadia e se os serviços da pensão estavam de meu agrado. Respondi cordialmente e comentei que não havia uma flor em seus cabelos como de costume, por isso, havia trago aquele lírio. Ela o pegou, cheirou e colocou em seus cabelos e agradeceu dando um sorriso tímido, porem de um brilho muito peculiar. Respondi com outro sorriso.
Um silencio profundo aconteceu nesse momentos, ambos se olhavam, como se tentassem descobrir os segredos mais escondidos que o outro guardava. Esse silencio foi cortado com a jovem moça dizendo que estava de saída para colher frutos nos bosques dos arredores da cidade. A moça deu um comando e Pandora começou a andar. Antes que Pandora, a veloz égua branca, começasse a cortar os campos em direção aos bosques, perguntei seu nome, pois ainda não havia descoberto. Ela voltou os olhos para trás, e com um sorriso meigo no rosto respondeu "Estela", e depois de dizer seu nome, deu outro comando a Pandora, que dessa vez saiu como um relâmpago em direção aos bosques.
Fiquei olhando, apreciando a beleza de Estela, que sumia no horizonte montada em sua égua Pandora...


Continua...

quarta-feira, 9 de março de 2011

Um lugar amistoso (Parte 2)


Após um dia de cavalgada, seguindo o rastro da jovem moça dos cabelos negros, Sombra e eu nos encontramos dentro de uma pequena vila, a mesma vila que avistei alguns dias antes.
O lugar era simples e humilde, as pessoas amistosas e bem receptivas, percebi isso pois logo ao adentrar a vila, fui recebido pelo dono da unica pensão existente nessa vila. Um senhor alto, magro e de cabelos grisalhos. Ostentava uma longa e bem cuidada barba e usava vestimentas de couro.
O velho homem me levou ate sua pensão, e para minha surpresa, amarrado em um tronco à porta da pensão estava o cavalo branco da jovem moça que me fizera adentrar naquela vila. Fiquei curioso em saber se ela estaria hospedada na pensão, e me pus a perguntar sobre o dono daquele animal. Novamente me surpreendi, quando ouvi da boca do velho as seguintes palavras : "aquela égua? É a Pandora, pertence à minha filha". A noticia de que a jovem moça se encontrava na pensão em que eu iria me hospedar me deixou muito afoito, porém, devia me conter, pois o dono da dita pensão era ninguém menos que seu pai, devo tomar cuidado para não desrespeitar a familia.
Deixei Sombra amarrado junto a Pandora, ele parecia gostar da companhia da linda égua. Entrei na pensão e logo avistei no balcão, organizando alguns livros a moça de cabelos negros. ao perceber minha entrada ela fitou-me dos pés ate a cabeça, senti um certo aconchego no olhar dela, mas quando ambos os olhares, meu e dela, se cruzaram, vi sua face avermelhando-se e rapidamente ela se virou e correu para dentro de um cômodo, que suspeitei ser seus aposentos.
Registrei-me na pensão, paguei minha estadia por duas semanas e retirei-me aos meus aposentos, pois estava anoitecendo e precisava de uma boa noite de sono para descansar meu corpo.


Continua...

sábado, 26 de fevereiro de 2011

A visão encantadora (Parte 1)


Depois de uma chuva torrencial que atrasara minha viagem em 3 dias, encontrei-me cavalgando em uma verdejante pradaria. Terras abertas, vegetação rasteira, que permitia visualizar as grandes montanhas dos reinos vizinhos e uma pequena vila situada no meio de uma delas. Fumaça e gado mostrava que não se tratava de uma vila abandonada, o que era comum por aquelas regiões, porem, tal fato não devia alterar meu trajeto e meu caminho, contrario ao da vila, continuou a ser trilhado.
A noite já não existia mais e ainda me encontrava a cavalgar, porem, a trote lento pois o cansaço mal me deixava segurar as rédeas de meu companheiro e único amigo no momento. Um cavalo que, ainda potro, foi me dado por meu falecido e honrado pai e que cresceu comigo e se tornou um leal e forte parceiro de viagens. Seu pelo preto brilhava à luz dos primeiros raios da manhã e sua crina balançava acompanhando o movimento das brisas da manhã.
A fadiga de meus músculos era eminente, e a teimosia de continuar cavalgando era atordoante, Sombra, meu companheiro sentia isso e diminuia cada vez mais o passo, ate o ponto de parar e com um pulo me jogar no chão. Cai como uma fruta madura e la adormeci.
Acordei já era manhã do dia seguinte, a queda fizera com que desmaiasse e acabei dormindo mais que o planejado. Sombra estava ao meu lado, como um guarda, zelando por meu sono. Peguei umas maças de uma macieira que havia ali por perto, alimentei-o e a mim também, e me preparei para seguir viajem.
Ao subir em meu cavalo, tive uma visão esplendorosa que me paralisou por um instante. Avistei no alto de uma colina, uma linda camponesa acompanhada de um cavalo branco como a mais limpa neve de uma manhã de inverno. A camponesa trajava um vestido simples, porem lindo e com aspecto de ter sido costurado em seu corpo, pois sua silhueta era valorizada de uma maneira estupenda. Seus cabelos compridos e negros como uma noite sem estrelas davam um ar de mistério para seu rosto. Um lírio preso em sua orelha, enfeitando os cabelos negros, completava toda a sua beleza.
Sombra relinchou, e me tirou do transe, pude perceber que a linda moça estava a montar em seu cavalo, o mais rápido que pude, apanhei uma rosa vermelha que se erguia solitária no campo e galopei em sua direção. Quando me encontrava perto da formosa camponesa, ela fez seu cavalo galopar, e como um raio, ele começou a cortar as campinas em direção a vila que havia avistado no dia anterior. Sombra foi deixado para traz com uma facilidade incrível, assustei-me, pois Sombra era o cavalo mais rápido que conhecia, vi que estava enganado.
Em minha mente, o motivo da viagem já não era tão importante, de tal modo que nem me lembrar dele eu conseguia, a unica coisa que pensava era a imagem da jovem moça do lírio nos cabelos. Guardei a rosa em minha bíblia, e mudei o rumo de minha viagem, a vila no meio da montanha era meu destino, encontrar a jovem moça era meu desafio, e poder falar com ela e entregar a rosa era meu prêmio. Devo me apressar para não perder seu rastro.
Avante Sombra....





Continua...

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Infância


Quem se lembra de quando nossa unica tarefa era tomar banho na hora certa? Quando nossa unica preocupação era de quando o nosso dente de leite iria cair?
Tempos bons que não voltam mais.
As brincadeiras de criança, todas deixadas pra trás, trocadas por responsabilidades. Os brinquedos e jogos trocados por ferramentas de produção de uma sociedade capitalista.
Meninas que brincavam de boneca e sonhavam em ter sua familia tem seu sonho realizado, mas pena que, para algumas, esse sonho não passa de um pesadelo.
Meninos brincavam de bola correndo do adversário, hoje lutam uns contra os outros para conquistar seu lugar ao sol e dar uma estabilidade para sua familia.
É uma vida de cão, aonde todos perdem o brilho do olhar que tinham quando eram crianças.
É o preço por envelhecer, se tornar adulto e maduro.
Lembro que quando criança, sonhava em ser adulto e fazer minhas coisas.
Doce ilusão.
Pudera eu voltar à minha infância e somente brincar, sem preocupações, onde eu fazia de conta que tic-tac era dente e que minhas miniaturas conversavam comigo.
Sonho impossível.
Resta agora, envelhecer, me tornar adulto e tentar guardar o máximo possível do brilho no olhar que tinha na infância.

(Marcus Vinícius)

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Pequena Bailarina


Doce e sutil menina
Baila, sorri e sente
a deliciosa sensação de ser livre.

Pele alva como as nuvens
Olhos verdes e brilhantes como esmeraldas
Coração puro e inocente
Valioso como ouro,
e delicado como uma rosa.

O vento no campo
Molda seu vestido
que dança junto ao ritmo de seu corpo

Ó doce e sutil bailarina
dance e nos encante
ao som dos pássaros
que a cortejam de manhã.

Ó doce e sutil bailarina
conquiste o mundo ou o que quiser,
mas continue sendo apenas,
a pequena e meiga menina.


(Marcus Vinícius)

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Um anjo me disse...


...que às vezes, mesmo fazendo tudo certo, as coisas podem não dar certo.
Ele tinha razão.
É o natural da vida, é o que nos faz aprender e nos torna forte para as próximas batalhas. A tristeza nos assola quando isso acontece, mas não devemos a deixar tomar conta de nossa alma e nos afundar em um poço de amarguras.
Cada insucesso deve ser encarado não como um desastre, ou como um crime, eles devem ser encarados como pequenas quedas que são necessárias em nosso caminho, são eles que nos mostram o quanto éramos inocentes ao perigo e nos torna mais maduros e experientes.
Os insucessos, ou como costumo dizer, os pilares, são os obstáculos que devem ser superados e usados para alcançar vôos mais altos, objetivos novos e misteriosos.
Portanto, ao ver que seu pilar é grande e muito íngreme, não desista e use de toda sua força para supera-lo e ver como são as coisas olhando de cima dele, aposto que a vista será magnífica.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Dias melhores...


Sinto-me tão mal sabendo que perdi um sentimento tão lindo. Tinha tudo, apostei, perdi e hoje me sobra um vazio, uma angústia... uma dúvida.
O arrependimento de ter jogado tudo fora por bobagens e loucuras de uma mente inexperiente e inconseqüente, doi como uma adaga cravada em meu coração. A cada pulsação desse pobre músculo ferido, o sangue teima em escorrer e ao se misturar com minhas lágrimas, perde sua pureza e se torna escuro, como o vazio sem luz de minha alma.
Meu cérebro prega peças no meu corpo, projetando sua imagem em todos os lugares, fazendo com que meus sentidos se enganem e por um milésimo de segundo, acreditando que essa miragem é real, e quando percebo que não passa da ilusão, sinto como se faltasse chão sob meus pés e uma dor tão forte me consome, que perco a razão e me vejo perdido no vasto deserto de nada na minha cabeça. As lágrimas escorrem. Quando consigo aliviar minha mente, quanto às ilusões, o acaso e o destino começam a jogar comigo, trazendo momentos do passado de volta, que vem junto dos lugares aonde coisas felizes aconteceram.
Agora te vejo distante, sem poder te confortar, te fazer bem, cuidar de você, sinto-me de mãos atadas. Na garganta um nó me impede de respirar, e desse jeito, torço por dias melhores...

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Anjos

Anjos, seres que em muitas crenças são sagrados, mágicos, intocáveis pelos seres humanos, mas que no mundo real, são pessoas de carne e osso que mesmo possuindo os defeitos que essa condição humana os oferece, não escondem o brilho, a doçura e o grande e valioso coração que possuem.
Esses anjos humanos podem estar aonde você menos imagina, orando por você e tentando fazer de tudo para que você não se machuque, ou se machuque o menos possível, pois as vezes, uns arranhões e cortes são necessários para não repetirmos os nosso erros.
Às vezes, esses anjos em sua ânsia de ajudar e ver seu protegido crescer, acabam ferindo-o e magoando-o, mas é compreensível, pois eles querem que cada mágoa e tristeza que acontecer em sua vida seja usada como degrau para crescimento. Também existem anjos que, para que seu protegido não crie uma dependência, cuidam de longe, sem se apegar muito.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

O Jovem Florista


"...Certa vez, um jovem florista encontrou em seu caminho de volta para a casa uma flor solitária, mas tão linda quanto os raios de sol do amanhecer de um dia de verão. Encantado com sua beleza, o florista a retirou com cuidado do chão com um pouco de terra e a colocou em um vaso que carregava consigo.
O jovem florista cuidava dessa linda flor todos os dias, era a menina de seus olhos, e depois de dá-la os melhores tratamentos, ficava admirando a beleza estonteante e apreciando o perfume inigualável da pequena dádiva da mãe natureza.
E assim ele fez, durante anos, a mesma rotina de cuidar e admirar a pequena flor. Porém, um dia, repetindo seu ritual diário, o jovem florista se feriu em um dos unicos espinhos que essa flor possuia. Ao ver o pequeno corte em seu dedo escorrendo uma ínfima, mas viva e quente gota de sangue, ele pensou em todo o tempo que havia passado cuidando dessa planta, e com a velocidade de um relâmpago sua face se tornou amarga e triste. Pela sua cabeça, passava-se pensamentos de como essa linda e delicada criatura pudesse lhe causar um ferimento, um arranhão sequer. E em um acesso de fúria resolveu partir, largando a pequenina flor para trás.
Os dias após esse acontecimento foram adversos para o jovem, aconteceram coisas que ele nunca havia presenciado ou participado, tudo era novo e um tanto quanto sedutor. Mas algo dentro dele não estava bem com isso, algo dizia que faltava alguma coisa. Aquela sensação de vazio dentro dele não era em vão. Isso perseguiu o florista até sua chegada à um vilarejo conhecido como "Senhora das Flores", pois bem nos portões de entrada desse vilarejo, uma foto de sua pequena flor, deixada para trás por causa de um arranhão, era ostentada como se ela fosse o ser mais importante do mundo.
Vendo isso, o jovem florista teve seu mistério revelado, e tudo o que sentia fez sentido e se revelou como saudade e culpa por ter sido tão mesquinho. Resolveu então voltar para reencontrar a pequenina e doce flor, mas ao chegar em sua casa, já abandonada e consumida pelo tempo, a flor não estava lá mais, havia apenas o vaso, a terra, o regador e nada mais.
O jovem florista derramou um pranto jamais derramado por ele em toda sua vida, a saudade apertava tanto que nenhum pensamento entrava-lhe à cabeça, ele apenas via a imagem da delicada flor em sua mente.
Ao se debruçar na mesa para novamente lamentar sua perda, se viu de frente a uma pequena e pálida semente, que mesmo parecendo sem vida, tentava com todas as suas forças permanecer fértil. O jovem florista a pegou e viu que ela era uma semente de sua flor perdida. Os olhos dele se encheram de um brilho jamais visto, e tudo que ele pensou foi plantar a semente e dar tudo o que ela precisar para crescer e gerar uma descendente de sua estimada flor...
Depois de alguns dias desse acontecimento, a pequena semente se mostrava forte ao tentar lutar contra a terra e gerar um pequenino e quase imperceptível ramo. E com isso o jovem florista pode perceber que a flor que ele havia perdido, se chamava Amor e a pequena e forte semente, era sua Esperança..."


(Marcus Vinícius)

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Lamento de um Comandante

"...Após alguns dias de batalha, me encontro só em um abismo, envolto por um exercito de 20 mil persas. Olho para baixo e vejo todo meu batalhão morto, bravos homens que perderam sua vida por culpa de devaneios de seu inexperiente capitão, a cena me doi a dor de 1000 flechas em chamas atravessando meu corpo...
Volto meu olhar para os persas, seres sedentos por sangue que não anseiam outra coisa além de ter minha cabeça espetada em uma lança para servir de trofeu ao seu rei...
A batalha é injusta, mas essa injustiça se deve a mim mesmo, às minhas loucuras.
O crepúsculo do dia escurece o campo de batalha, la embaixo, as ondas lavam o sangue de meu honrado exercito. Aqui em cima, um bando de animais loucos por morte. O que fazer? me jogar como um cão covarde e aceitar a derrota de minha nação e desse modo, sendo o menos honrado e merecedor de ser chamado de homem? Ou brandir minha espada com todas as forças do meu ser, e buscar mais força no impossível para lutar por meu objetivo e por meu povo?
A segunda opção é tao mais saborosa, devo economizar palavras e converte-las em açoes e a cada persa abatido, um passo em direção à vitória será dado.
A determinação me inunda e a guerra de um homem só, começa...."

(Marcus Vinícius)