quarta-feira, 29 de junho de 2011

E assim... Renasci... (Parte Final)


Um mês se passa, e cada vez fico mais próximo de Estela, passeios à cavalo, visitas à rios e cachoeiras, colheita de frutas no bosque, tem sido temas de nossas tardes ensolaradas. Somos muito próximos e a cada dia os galanteios ficam mais evidentes e Estela a cada dia mais receptiva à eles.
Era julho, e o verão nas terras gaulesas nunca foi tao bonito, Estela me dizendo isso, fez um contive para que fossemos a um roseiral que ficava nos arredores da cidade. Aceitei o convite, montamos em nossos cavalos e fomos até lá.
O campo de rosas estava lindo, muito florido, rosas brancas e vermelhas alegravam os olhos com suas belezas estonteantes. Andamos pelos campos, colhendo rosas. Sentamos em baixo de uma amoreira para fazermos um lanche e descansar. Comemos e ficamos conversando, até que o assunto cessou e ficamos em silêncio, apenas nos observando, assim foi por alguns segundos, até que o silêncio foi cortado por um beijo. Um beijo assustado e receoso de ambas as partes, mas muito doce e inocente. Depois do beijo, novamente silencio até a hora que nos levantamos para irmos embora. Montamos em nossos cavalos e seguimos no caminho de volta para a vila.
Era noite, e mal víamos a trilha, mas não podíamos passar a noite fora, pois os pais de Estela ficariam preocupados.
Ouvimos um barulho estranho, senti uma pancada na cabeça e antes de desmaiar, ouvi um grito de Estela. Acordei amarrado em uma árvore no meio de um acampamento estranho, eram bárbaros, e haviam nos atacado. Procurei por algum sinal de Estela, não a encontrei, vi apenas Pandora amarrada junto a Sombra em uma árvore. Fiquei desesperado, até que vi Estela fugindo de um bárbaro. Tentei me soltar para ajudá-la, mas foi em vão, vi Estela sendo pega pelo bárbaro, que sem nenhum pesar, atravessou a lamina de sua faca em seu pescoço, deixando seu corpo sem vida cair no chão. Desesperei-me em prantos, ao ver que fui incapaz de protege-la, era uma dor que nunca havia sentido, estava perdido em pensamentos sombrios e meu espirito estava dilacerado. Pedi, implorei para que me matassem também. Meu pedido foi aceito e quando a mesma faca que cortou o pescoço de Estela atingiu meu peito, tudo ficou claro, e não enxerguei mais nada, apenas uma luz branca.
Quando a luz branca se apagou, me vi deitado em uma cama de uma enfermaria, levantei desesperado, olhei meu peito que havia sido ferido, mas não havia marca algum, perguntei por Estela para uma das enfermeiras, ela não sabia de nada. Contei a elas o que aconteceu, elas descordaram, dizendo que eu estava na enfermaria a uma semana, em coma, devido à uma queda de cavalo.
Seria isso possível? Ter vivido todo esse tempo em sonhos e fantasias? Será que tudo foi apenas minha mente pregando peças? Ou talvez seja porque todo esse amor que sentia, estava dentro de mim, escondido, esperando para ser descoberto, para me dar vontade e alegria para continuar vivo. É o que acredito, e desse jeito... Renasci

2 comentários:

  1. Ótima sintonia de palavras! São todos textos seus? Adorei!
    Achei legal encontrar mais um blogueiro rs
    Prazer em conhecê-lo! :*

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