terça-feira, 8 de outubro de 2013

Se Tornando Cinzas

Tal como a Ave Fênix, chega um certo momento que devemos virar cinzas para que uma fase de nossa vida mude. Devemos nos entregar a dor que queima cada parte de nosso corpo, tornando cada vestígio de sentimento em um pó sem vida e amargo, um pó que não se assemelha em nenhum aspecto ao que um dia fomos, ao que um dia sentimos.
Devemos queimar, sofrer a cada estalar do fogo que machuca nosso coração e faz com que lágrimas escorram dos olhos em um choro tão desesperado quanto ao de uma criança perdida. 
Nos entregamos a esse sofrimento, para que dessas cinzas, ressurja uma nova vida, mais madura e experiente. Mesmo que fiquem cicatrizes e marcas, elas serão como marcas de guerra, que, com a ajuda do tempo, irão doer cada vez menos.
E a cada vez que o fim de um ciclo chegar, será como se nunca tivesse sentido dor igual, sempre como uma primeira vez, e a cada fim de ciclo novas lições serão aprendidas e novas lagrimas derramadas.

Nenhum comentário:

Postar um comentário