
Depois de uma chuva torrencial que atrasara minha viagem em 3 dias, encontrei-me cavalgando em uma verdejante pradaria. Terras abertas, vegetação rasteira, que permitia visualizar as grandes montanhas dos reinos vizinhos e uma pequena vila situada no meio de uma delas. Fumaça e gado mostrava que não se tratava de uma vila abandonada, o que era comum por aquelas regiões, porem, tal fato não devia alterar meu trajeto e meu caminho, contrario ao da vila, continuou a ser trilhado.
A noite já não existia mais e ainda me encontrava a cavalgar, porem, a trote lento pois o cansaço mal me deixava segurar as rédeas de meu companheiro e único amigo no momento. Um cavalo que, ainda potro, foi me dado por meu falecido e honrado pai e que cresceu comigo e se tornou um leal e forte parceiro de viagens. Seu pelo preto brilhava à luz dos primeiros raios da manhã e sua crina balançava acompanhando o movimento das brisas da manhã.
A fadiga de meus músculos era eminente, e a teimosia de continuar cavalgando era atordoante, Sombra, meu companheiro sentia isso e diminuia cada vez mais o passo, ate o ponto de parar e com um pulo me jogar no chão. Cai como uma fruta madura e la adormeci.
Acordei já era manhã do dia seguinte, a queda fizera com que desmaiasse e acabei dormindo mais que o planejado. Sombra estava ao meu lado, como um guarda, zelando por meu sono. Peguei umas maças de uma macieira que havia ali por perto, alimentei-o e a mim também, e me preparei para seguir viajem.
Ao subir em meu cavalo, tive uma visão esplendorosa que me paralisou por um instante. Avistei no alto de uma colina, uma linda camponesa acompanhada de um cavalo branco como a mais limpa neve de uma manhã de inverno. A camponesa trajava um vestido simples, porem lindo e com aspecto de ter sido costurado em seu corpo, pois sua silhueta era valorizada de uma maneira estupenda. Seus cabelos compridos e negros como uma noite sem estrelas davam um ar de mistério para seu rosto. Um lírio preso em sua orelha, enfeitando os cabelos negros, completava toda a sua beleza.
Sombra relinchou, e me tirou do transe, pude perceber que a linda moça estava a montar em seu cavalo, o mais rápido que pude, apanhei uma rosa vermelha que se erguia solitária no campo e galopei em sua direção. Quando me encontrava perto da formosa camponesa, ela fez seu cavalo galopar, e como um raio, ele começou a cortar as campinas em direção a vila que havia avistado no dia anterior. Sombra foi deixado para traz com uma facilidade incrível, assustei-me, pois Sombra era o cavalo mais rápido que conhecia, vi que estava enganado.
Em minha mente, o motivo da viagem já não era tão importante, de tal modo que nem me lembrar dele eu conseguia, a unica coisa que pensava era a imagem da jovem moça do lírio nos cabelos. Guardei a rosa em minha bíblia, e mudei o rumo de minha viagem, a vila no meio da montanha era meu destino, encontrar a jovem moça era meu desafio, e poder falar com ela e entregar a rosa era meu prêmio. Devo me apressar para não perder seu rastro.
Avante Sombra....
Continua...
Oi Marcus, aqui é a Naty. Ameei a história, muito boa mesmo ta? Quero ler a continuação. Beeijoo :]
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