
"...Certa vez, um jovem florista encontrou em seu caminho de volta para a casa uma flor solitária, mas tão linda quanto os raios de sol do amanhecer de um dia de verão. Encantado com sua beleza, o florista a retirou com cuidado do chão com um pouco de terra e a colocou em um vaso que carregava consigo.
O jovem florista cuidava dessa linda flor todos os dias, era a menina de seus olhos, e depois de dá-la os melhores tratamentos, ficava admirando a beleza estonteante e apreciando o perfume inigualável da pequena dádiva da mãe natureza.
E assim ele fez, durante anos, a mesma rotina de cuidar e admirar a pequena flor. Porém, um dia, repetindo seu ritual diário, o jovem florista se feriu em um dos unicos espinhos que essa flor possuia. Ao ver o pequeno corte em seu dedo escorrendo uma ínfima, mas viva e quente gota de sangue, ele pensou em todo o tempo que havia passado cuidando dessa planta, e com a velocidade de um relâmpago sua face se tornou amarga e triste. Pela sua cabeça, passava-se pensamentos de como essa linda e delicada criatura pudesse lhe causar um ferimento, um arranhão sequer. E em um acesso de fúria resolveu partir, largando a pequenina flor para trás.
Os dias após esse acontecimento foram adversos para o jovem, aconteceram coisas que ele nunca havia presenciado ou participado, tudo era novo e um tanto quanto sedutor. Mas algo dentro dele não estava bem com isso, algo dizia que faltava alguma coisa. Aquela sensação de vazio dentro dele não era em vão. Isso perseguiu o florista até sua chegada à um vilarejo conhecido como "Senhora das Flores", pois bem nos portões de entrada desse vilarejo, uma foto de sua pequena flor, deixada para trás por causa de um arranhão, era ostentada como se ela fosse o ser mais importante do mundo.
Vendo isso, o jovem florista teve seu mistério revelado, e tudo o que sentia fez sentido e se revelou como saudade e culpa por ter sido tão mesquinho. Resolveu então voltar para reencontrar a pequenina e doce flor, mas ao chegar em sua casa, já abandonada e consumida pelo tempo, a flor não estava lá mais, havia apenas o vaso, a terra, o regador e nada mais.
O jovem florista derramou um pranto jamais derramado por ele em toda sua vida, a saudade apertava tanto que nenhum pensamento entrava-lhe à cabeça, ele apenas via a imagem da delicada flor em sua mente.
Ao se debruçar na mesa para novamente lamentar sua perda, se viu de frente a uma pequena e pálida semente, que mesmo parecendo sem vida, tentava com todas as suas forças permanecer fértil. O jovem florista a pegou e viu que ela era uma semente de sua flor perdida. Os olhos dele se encheram de um brilho jamais visto, e tudo que ele pensou foi plantar a semente e dar tudo o que ela precisar para crescer e gerar uma descendente de sua estimada flor...
Depois de alguns dias desse acontecimento, a pequena semente se mostrava forte ao tentar lutar contra a terra e gerar um pequenino e quase imperceptível ramo. E com isso o jovem florista pode perceber que a flor que ele havia perdido, se chamava Amor e a pequena e forte semente, era sua Esperança..."
(Marcus Vinícius)
muitoo lindo ! *-*
ResponderExcluirNOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOSSA
ResponderExcluirmto lindo o POST moço ^^
ResponderExcluirvirei seguidora agora <~~